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O Homem Sem Talento é uma reflexão em forma de mangá

Olá, leitor! Em fevereiro de 2020, escrevi um post listando alguns mangás licenciados no Brasil que tinha vontade de ler , e dentre eles estava O Homem Sem Talento , de Yoshiharu Tsuge. Agora, dois anos depois, finalmente estou aqui para falar sobre a obra. Mas antes, a sinopse: Originalmente publicado em 1985 no Japão, O Homem Sem Talento é um trabalho icônico do gênero mangá watakushi (“quadrinhos do eu”), nome dado aos quadrinhos autobiográficos japoneses, cujo pioneiro é justamente o próprio Yoshiharu Tsuge. O protagonista, alter ego do autor, é um mangaká que se recusa a comprometer seu trabalho e ceder às pressões da indústria editorial. Diante das vicissitudes da existência, ele parece determinado a transformar sua vida numa estranha ode ao fracasso, vendendo pedras retiradas de um rio próximo à sua casa — pedras que ninguém parece interessado em comprar. O mangá, com suas 240 páginas, é dividido em 6 capítulos. O começo é lento, mas isso não significa que seja ruim. Pa...

Junji Ito: Maniac é uma experiência melhor que o Collection

Em 2018 foi lançado no Japão o anime para TV Junji Ito: Collection , distribuído oficialmente pela Crunchyroll aqui no Brasil. Agora, cinco anos depois, foi lançado o ONA ( Original Net Animation , ou seja, obras lançadas diretamente na internet) Junji Ito: Maniac  (ou, em português, Junji Ito: Histórias Macabras do Japão ), distribuído oficialmente pela Netflix. Neste ano, a adaptação das obras de Junji Ito permanece com o Studio Deen, assim como em 2018, e mais uma vez a obra não alcança a casa dos 7 de nota no MyAnimeList. Subiu, sim, mas não muito: de 6,45 para 6,62. É pouco, eu sei, mas essa diferença já se reflete em cena; houve um avanço em comparação ao anime anterior . A série de anime adaptará 20 histórias de vários mangás de Itou pela primeira vez, incluindo Tomie, Souichi e Kubitsuri Kikyuu. Diferente da obra anterior, que teve um começo fraco com o personagem Soichi – que, para mim, é uma das criações mais fracas de Junji Ito –, em Histórias Macabras do Jap...

Bleach: Thousand-Year Blood War estreia no Star+ — Vale a pena assistir?

Olá, leitor! Hora de falar sobre... Bleach   (finalmente!); mais especificamente sobre Bleach: Thousand-Year Blood War  (em japonês, Bleach: Sennen Kessen-hen ). A primeira parte do anime, com 13 episódios, chegou hoje (22/02/23) à plataforma de streaming Star+ , e você pode assistir clicando aqui . Admito que esse momento é muito marcante para mim, já que Bleach  foi uma obra que marcou minha infância e, por muito tempo, foi o meu anime favorito (pois é). Inclusive, fiquei muito feliz em saber que a primeira temporada está disponível completa no Star+ com dublagem em português. Na época em que assisti na PlayTV (saudades), existiam apenas alguns episódios dublados, e depois você era obrigado a continuar em japonês com legendas (não que isso seja ruim, mas não é a mesma coisa). Aproveitando o assunto, vale ressaltar que essa nova parte de Bleach  conta, no geral, com uma boa dublagem (apesar de alguns momentos medianos). Mas já estou me empolgando demais falando da ...

Anitore! EX: exercite-se e saia do sedentarismo

Olá, quanto tempo! Eu estava no meu quarto, estressado (pra variar), e decidi tentar assistir a um anime depois de bastante tempo. Até que foi uma boa ideia, pois cá estou, escrevendo (enquanto ouço todas as aberturas de Bleach ). Eu gosto disso — só não levo jeito e não sei divulgar . No meio do vasto catálogo de animes de um certo aplicativo cujo nome não vou citar (mas já adianto que este anime está disponível na Crunchyroll), decidi ir para a lista de obras em ordem alfabética. Enquanto passava por inúmeros títulos, encontrei um que me chamou a atenção de cara pelo character design  do pôster (esse que está na capa do post). Afinal, a gente julga, sim, um livro pela capa. O anime em questão é Anitore! EX  (ou Training! EX , como aparece na Crunchyroll). Com 12 capítulos de apenas 4 minutos cada (incluindo encerramento), não poderia ter escolhido algo melhor para o momento. Vamos aos motivos: Era um anime, e eu queria voltar a assistir depois de muito tempo parado; Era curt...

Lovely Complex, o meu primeiro shoujo

Olá, há quanto tempo! Fiquei um pouco afastado por diversos fatores — desânimo, trabalho, e ultimamente tenho perdido a vibe de animes e mangás. Mas cá estava eu, deitado e entediado, quando pensei: "Hmm, por que não escrever algo?" Então vamos lá! Hoje vou pincelar rapidamente sobre o primeiro shoujo que assisti: Lovely Complex . (Abertura de Lovely Complex — muito boa, inclusive) Lembro até hoje da sensação de assistir pela primeira vez. Foi tudo muito novo e extremamente divertido.São dois personagens que, à primeira vista, parecem bem diferentes — mas que, no fundo, são muito parecidos em personalidade. (Risa e Otani, respectivamente) Temos o baixinho Atsushi Otani , que faz parte do clube de basquete e é apaixonado pela fofa Chiharu Tanaka  (se bem que, olhando agora, não lembro de ter tanta simpatia por ela). Ela é uma menina bem tímida e que tem um certo medo de garotos. (Ela aí) Do outro lado temos Risa Koizumi , que, diferente do Otani, é uma menina bem alta ...

Ansatsu Kyoushitsu é muito bom (e talvez seja legal você assistir)

Olá, leitor. Eu pensei, pensei e repensei em como fazer uma introdução legal... e eu não consegui (ok, até consegui, mas esqueci). Hoje vou comentar um pouco sobre Ansatsu Kyoushitsu  ( Assassination Classroom , em inglês). Disponível oficialmente na Funimation , com legenda e dublagem em português (muito boa, inclusive), Ansatsu Kyoushitsu  acompanha os alunos da Classe E  do Colégio Kunugigaoka  (um nome um tanto difícil de lembrar de cabeça). Esse é um colégio de elite, mas não se engane — a Classe E, isolada em um prédio afastado do campus, é composta por alunos marginalizados. E esses alunos recebem uma missão: assassinar o próprio professor, Koro-sensei . Koro-sensei é uma criatura amarela que lembra um polvo (imagem abaixo).  Ele destruiu cerca de 70% da Lua e informa aos alunos que, se não conseguirem matá-lo em um ano, destruirá a Terra. Mas não pense que será uma tarefa fácil: o simpático polvo se move à velocidade Mach 20 e só pode ser ferido com arma...

Chobits é decepcionante, pra minha má sorte

  Lançado em abril de 2002, com 26 episódios, Chobits  apresenta a vida de Hideki Motosuwa, um jovem que encontra no lixo aquilo que mais desejava: uma persocom , um computador pessoal humanóide. Chii, na teoria, é capaz de fazer tudo que seu dono ordenar — e ainda por cima tem a aparência de uma bela jovem. Mas há um mistério por trás dessa aparente perfeição e do fato de ela estar largada por aí. ( Sinopse pela Editora JBC ) Como já comentei algumas vezes aqui no blog, não gosto de droppar animes. Por conta disso, geralmente me forço a assisti-los até o final — o que não  foi o caso de Chobits . Eu nutria muita esperança em relação ao anime do estúdio Madhouse, por já ter ouvido falar muito bem dele há alguns anos. Sem falar que me recordo vagamente de ter recebido um spoiler interessante sobre a obra (e que agora nem sei se era verdade ou não — mas, após pular para o final do último episódio, vi que infelizmente não era). Enfim, toda essa esperança foi por água abaixo ...