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Lobo Solitário e a sua publicação pirata no Brasil

Lobo Solitário foi o primeiro mangá a ser publicado oficialmente no Brasil, pela editora Cedibra , em 1988. No entanto, o Pipoca & Nanquim descobriu que a obra já havia tido uma versão pirata lançada em 1972 — 16 anos antes de sua publicação oficial no país — na revista Clássicos Realistas de Contos e Quadrinhos , pela editora Edrel . Contexto rápido: o que é Lobo Solitário? Pra situar rápido: Lobo Solitário (Kozure Ōkami) é o mangá de Kazuo Koike (roteiro) e Goseki Kojima (arte), publicado originalmente no Japão a partir de 1970. A história acompanha Itto Ogami , ex-carrasco oficial do xogunato, traído e desonrado, que parte pelo Japão feudal com seu filho Daigoro num carrinho de bebê, virando mercenário e seguindo um caminho de vingança. É uma obra marcada por violência seca, contemplação, filosofia e uma arte absurdamente detalhada — especialmente em expressões faciais e ambientação . A Revista "Clássicos Realistas de Contos e Quadrinhos" A publicação da Edrel...
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Love Hina é justo — e isso não é um problema

  Tem vezes que a gente encontra uma obra-prima por acaso. Outras vezes, assiste algo tão ruim que bate arrependimento. E também existem animes como Love Hina , que ficam exatamente no meio do caminho: são justos . E não, isso não é algo negativo. Sinopse Keitaro Urashima é um jovem que falhou repetidas vezes no vestibular para a Universidade de Tóquio, apesar de ter feito uma promessa na infância de que entraria lá junto de uma garota especial. Pressionado pela família a arrumar um rumo na vida, ele acaba se tornando gerente de uma antiga pensão administrada por sua avó — sem saber que o local agora é um dormitório exclusivamente feminino. A partir daí, mal-entendidos, situações constrangedoras e conflitos românticos passam a fazer parte da sua rotina. O ecchi: funciona porque tem contexto Love Hina carrega o rótulo de ecchi , e aqui vai um ponto importante: eu não sou exatamente fã do gênero. Mesmo assim, preciso reconhecer que o uso do ecchi aqui é surpreendentemente bem feito ....

Vale a pena ler mangás digitais ?

Eu já falei aqui no blog sobre como os mangás estão cada vez mais caros . E não é exagero. Se você acompanha mais de duas ou três séries ao mesmo tempo, o impacto no bolso é real. É nesse cenário que o mangá digital deixa de ser apenas uma “alternativa” e passa a ser uma opção estratégica. Mas vale mesmo a pena? O preço mudou o jogo Hoje, dependendo da editora e do formato, um volume físico pode custar o equivalente a dois ou até três volumes digitais. E isso não é raro. Em promoções oficiais, você encontra títulos pela metade do preço — às vezes até menos . Na imagem, por exemplo, mostro uma promoção em que adquiri o mangá O Último Voo das Borboletas por menos de R$ 12,00 na versão digital. Isso é menos da metade do valor de lançamento, que foi R$ 44,90.  Um volume que hoje você praticamente não encontra mais nas lojas — a não ser no mercado de usados, que é um tema que eu já vou abordar. Se você é leitor ativo, que acompanha lançamentos mensais ou quer começar várias obras ao me...

O Gourmet Solitário: mangá bom, anime excelente

  Depois de seis anos desde o lançamento do mangá — e quase seis anos desde que publiquei esse post — finalmente comprei e li O Gourmet Solitário , de Jiro Taniguchi ( O Homem que Passeia , Um Bairro Distante , O Diário do Meu Pai , etc.), publicado no Brasil pela editora Devir . Sinopse Com um paladar apurado, mas também apreciador dos pratos mais simples, o Gourmet Solitário perambula por restaurantes dos mais variados tipos, localizados tanto em zonas populares quanto em áreas mais afastadas. Ao longo de suas refeições, ele experimenta desde pratos sofisticados até comida caseira, sem deixar de lado barraquinhas de refeições rápidas e apetitosas. Em cada uma das histórias acompanhamos o personagem por diferentes regiões de Tóquio e arredores, degustando pratos japoneses que despertam emoções e reflexões. Tudo isso nos transmite, com nostalgia e prazer, um pouco da vida no Japão através de sua cultura e gastronomia. Recentemente — e com certa dificuldade pra encontrar os episód...

Os melhores animes de gastronomia

Se tem um gênero que eu gosto de verdade — e que, sem exagero, talvez esteja entre os meus favoritos — é o de animes gastronômicos . Seja focado em competição, cotidiano, aventura ou pura contemplação, comida em anime quase nunca é só comida: ela vira narrativa, personagem e, muitas vezes, experiência. A lista abaixo reúne os melhores animes de gastronomia que assisti até o momento . A ordem é meramente ilustrativa , não um ranking definitivo. E sim: ainda existem muitos títulos que pretendo conhecer no futuro. Mas, até aqui, esses são os que mais me marcaram. Shokugeki no Souma A história acompanha Yukihira Souma, um jovem cozinheiro que sonha em superar o próprio pai, dono de um restaurante simples, porém respeitado. Tudo muda quando Souma entra na Academia Totsuki, uma escola de elite com um baixíssimo índice de formandos, onde apenas os melhores sobrevivem. O anime tem cinco temporadas e estrutura de shounen clássico , com batalhas culinárias intensas, personagens carismáticos...

Por que Air Movie da Toei é superior ao da Kyoto Animation ?

  Não satisfeito em ter me decepcionado com o anime de Air (2005), decidi assistir também à sua versão em filme, Air Movie , produzida pela Toei Animation e lançada no mesmo ano. A proposta lembra bastante o que foi feito com o Clannad Movie — obra da qual já comentei aqui no blog e que você pode conferir clicando aqui . Apesar de trabalhar com o mesmo núcleo narrativo, o filme apresenta mudanças claras na forma de contar a história . E, embora continue longe de ser uma boa obra, é inegável que ele funciona melhor do que a versão para a TV . Antes de seguir, vale reforçar: é altamente recomendável ler o post em que analiso o anime de Air . Este texto funciona quase como um comparativo direto entre as duas versões, então ter essa base ajuda bastante a entender o que está sendo avaliado aqui. Uma motivação mais simples — e mais eficiente Uma das mudanças mais acertadas do filme está logo no ponto de partida do protagonista. Aqui, a viagem de Yukito Kunisaki não tem relação com a ...

O novo anime da Netflix é muito bom! (Kaguya: A Princesa Espacial)

O novo anime original da Netflix, Kaguya: A Princesa Espacial , se passa em Tóquio e no reino virtual de Tsukuyomi , um espaço digital onde as pessoas podem criar, sonhar e viver versões alternativas de si mesmas. É nesse contraste entre o mundo real e o virtual que conhecemos Iroha , uma estudante de 17 anos que vive sobrecarregada, dividindo seu tempo entre escola, trabalho e a pressão de simplesmente continuar seguindo em frente. A rotina de Iroha muda completamente quando, no caminho para casa, ela encontra um bebê místico surgindo de um poste de luz iridescente . Em pouco tempo, essa criança cresce de forma acelerada e se revela como Kaguya , uma jovem enigmática que remete diretamente ao clássico conto japonês do Cortador de Bambu . A partir daí, o filme deixa claro que não se trata apenas de uma adaptação, mas de uma releitura moderna e futurista da lenda . Dentro de Tsukuyomi, Kaguya passa a atuar como streamer e cantora , enquanto Iroha — quase sem perceber — assume o papel de...