Nem todo anime precisa ter mil temporadas ou uma linha do tempo que se estende até 2050. Às vezes, é melhor parar no auge e deixar a história respirar, sem forçar arcos ou enredos que acabam diluindo a qualidade.
Aqui vão alguns exemplos de obras que poderiam ter encerrado antes e saído ainda mais grandiosas.
Dragon Ball
Não havia necessidade de um Dragon Ball Super. Tanto o final de Z quanto o de GT já encerravam a história de forma satisfatória, cada um à sua maneira.
Se a ideia era continuar explorando a franquia, dava para seguir com filmes especiais, histórias alternativas ou comemorações pontuais — como o divertido O Retorno de Goku e Seus Amigos ou projetos no estilo de Daima — sem precisar esticar a linha do tempo principal.
Naruto
O caso aqui é parecido: Shippuden já entregou o objetivo principal de Naruto. Se quisessem mostrar um vislumbre do futuro, o filme de Boruto teria sido suficiente como fanservice. Estender para um anime inteiro acabou tirando o peso do final que a obra original construiu.
Shokugeki no Souma
A quarta temporada fecha perfeitamente o arco dos personagens — todos cumprem seus objetivos e a história se resolve. Mas aí veio a quinta e última temporada, que trouxe um vilão sem carisma, cheio de conveniências e forçação de roteiro.
Um desfecho que poderia ter sido memorável acabou virando apenas “ok”.
Code Geass
O final original de Code Geass é um dos mais marcantes dos animes. Depois ainda tivemos um filme extra que, embora desnecessário, é até agradável no que se propõe.
O problema veio com Code Geass: Dakkan no Rozé, um anime que simplesmente não chega perto do impacto e da força do original.
Sword Art Online
A primeira temporada cumpre com eficiência a proposta da série: a tensão de estar preso em um mundo virtual, o risco real de morte e o desenvolvimento das relações entre os personagens. Ali, já tínhamos um ponto de encerramento que deixava a história redonda. Mas o anime seguiu para novos mundos virtuais.
Seja por amor aos personagens ou pelo apelo comercial, é comum que animes continuem mesmo sem precisar. Mas, como vimos aqui, parar no momento certo muitas vezes garante um legado mais forte e menos desgastado.