Cavaleiros do Zodíaco ainda vale a pena?

Recentemente, estava procurando algo para assistir e, enquanto reorganizava as postagens do blog, lembrei da existência de Saint Seiya: Os Cavaleiros do Zodíaco — o reboot da Netflix que, na verdade, não era exatamente da Netflix. Após terminar a segunda (e última) temporada, que termina com um gancho para a Saga de Poseidon, fiquei curioso para saber o que aconteceria a seguir. Mesmo tendo assistido ao anime original quando criança, eu só me recordava vagamente das Doze Casas e da Saga de Hades.

Decidido a iniciar essa jornada, da qual me propus a terminar em um mês, comecei a assistir Os Cavaleiros do Zodíaco e foi melhor do que eu esperava.

Lançado originalmente em 1985, Saint Seiya é um mangá de Masami Kurumada, publicado na revista Weekly Shōnen Jump — a mesma que lançou Dragon Ball, Naruto e One Piece — de dezembro de 1985 a novembro de 1990. Finalizado com 28 volumes e 110 capítulos (admito que pensei que fosse mais), o mangá ganhou uma adaptação em anime um ano após seu lançamento. Foram 114 episódios na versão para TV, além de outros 31 que abrangem a Saga Hades, dividida em três partes.

Sinopse:
Há muito tempo, um grupo de jovens guerreiros jurou proteger a reencarnação da deusa Atena em sua luta contra as forças do mal. Esses guerreiros são os Cavaleiros do Zodíaco, cada um vestindo uma armadura sagrada inspirada nas constelações.
Entre eles está Seiya, o Cavaleiro de Pégaso, que se une a outros jovens cavaleiros — Shiryu de Dragão, Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda e Ikki de Fênix — para defender Atena e enfrentar inimigos poderosos, como os Cavaleiros de Ouro, os generais de Poseidon e os espectros de Hades.

O anime possui quatro sagas (sendo uma delas filler). Vou dividir este post em duas partes:

  • A primeira, que é esta, onde abordarei desde a Saga do Santuário até a Saga de Poseidon, a última da versão para TV;
  • A segunda será dedicada aos OVAs da Saga Hades, lançados 13 anos após o término do anime para TV. Gostaria de falar sobre eles aqui, mas o texto já está bastante extenso.


O texto contém spoilers sobre o anime. Se não quiser lê-los, pule para o tópico "Além do enredo".

O episódio inicial de Cavaleiros do Zodíaco apresenta alguns pontos que não são os melhores para uma estreia. Há bons momentos, como Seiya vencendo Cassios e conquistando a armadura de Pégaso, mas sofre com algo recorrente no anime: a redundância.

A personagem Shina, a amazona de Ofiúco, grita “Venha, cobra” — seu golpe — pelo menos cinco vezes, o que rapidamente se torna cansativo. Felizmente, depois disso, Seiya retorna ao Japão para participar da Guerra Galáctica — um arco curto, mas bom.

A razão pela qual o protagonista participa da competição é a visibilidade que ela oferece, já que é transmitida pela TV, o que poderia ajudá-lo a reencontrar sua irmã, caso ela assistisse. Contudo, essa questão da irmã do Seiya acaba sendo deixada de lado devido a acontecimentos mais importantes no enredo. Para ser sincero, é um elemento pouco relevante (ao menos para mim).

Voltando à Guerra Galáctica, que premia o vencedor com a armadura de ouro de Sagitário (curiosamente, meu signo), temos lutas interessantes.

  • Posso citar o confronto entre Jabu e Shun, que é bom, dentro do possível. É onde ocorre a cena marcante do “Axia”.

Mas a grande luta desse arco é Shiryu vs. Seiya. Além dos bons golpes trocados, começamos a ver o desenvolvimento dos personagens e a relação entre eles. Segundo Shiryu, os dois não lutavam pela fama ou pela armadura — como outros participantes —, mas sim por algo maior.

No desfecho dessa luta, quando Seiya salva a vida do Dragão, surge a gratidão entre eles, o que marca o início de um vínculo. Claro que já se conheciam, pois foram criados juntos antes de se separarem para buscar as armaduras de bronze, mas no início da Guerra Galáctica havia um certo distanciamento — especialmente na vontade de Hyoga de derrotar Seiya.

Antes que o torneio pudesse continuar, Ikki interrompe ao roubar a armadura de ouro junto aos seus capangas — dando início ao segundo arco: Os Cavaleiros Negros.

Embora o objetivo deste post não seja resumir cada arco, e sim dar minha opinião sobre a obra como um todo, digo que este arco é legal dentro do possível, mas possui elementos que não fazem sentido. Por que os cavaleiros negros têm a aparência dos protagonistas? Qual a importância disso para a narrativa?

No reboot, houve uma escolha melhor, colocando outros cavaleiros de bronze como cavaleiros negros.

Esse arco serve para apresentar o conceito de amizade entre os protagonistas e como esse laço é vital para eles — a ponto de se sacrificarem por um amigo — algo que se desenvolve ainda mais ao longo da série. Também é aqui que presenciamos a construção do personagem do Ikki, um ser cheio de ódio por tudo o que passou, mas que começa a superar isso com a ajuda de Seiya e seus amigos.

Após o arco dos cavaleiros negros, temos o primeiro arco filler.

Sinceramente, pulei ele e os demais fillers, porque não gosto de perder tempo com o que não está no material original (às vezes sim, mas na maioria das vezes não). Porém, há um momento em que o anime faz bom uso do filler, e comentarei isso mais à frente.

Curiosamente, 35% do anime não está no material original. Ou seja, dos 114 episódios, quase 40 não são canônicos. Você pode conferir todos os fillers clicando aqui.

Passada a explicação, o anime entra no arco mais chato de toda a obra (considerando apenas os arcos do mangá), que é o dos Cavaleiros de Prata. O início até que é bom, com a batalha entre Seiya e Misty de Lagarto, um personagem que ajuda a desenvolver Seiya e Marim — mestra do protagonista.

O restante é um arco que poderia ser mais curto, pois se prende a um ciclo repetitivo de cavaleiros de prata aparecendo, sendo derrotados, e outros surgindo.

Também é neste arco que são introduzidos os cavaleiros de aço, uma das piores decisões que a Toei já tomou em Cavaleiros do Zodíaco.

Eles aparecem em vários semi-fillers e até em alguns episódios canônicos. Felizmente, perdem relevância a partir das Doze Casas.

Mas, para não dizer que esse arco não tem importância, é nele que descobrimos que Saori é Atena. Há também um desenvolvimento importante nos personagens. Inicialmente, Saori era arrogante e não tinha o respeito de Seiya e dos demais, mas ao perceber que precisava cooperar com os cavaleiros para receber ajuda, Atena passa a ter uma conexão maior com os cavaleiros de bronze, que farão o possível para protegê-la.

Depois, há um mini-arco em que os personagens são apresentados aos cavaleiros de ouro, pois imaginavam que só existia a armadura de ouro de Sagitário — e não as doze armaduras correspondentes aos signos do zodíaco. É aqui que conhecemos Aiolia de Leão e a história de seu irmão Aiolos de Sagitário, que protegeu Atena, mas foi considerado traidor.

Neste arco, há uma cena que estraga o plot twist sobre a identidade do Mestre do Santuário, mas chegarei a isso. Também é quando temos o desenvolvimento da Shina, que deixa de ser uma personagem chata para ganhar motivações, como seu amor não correspondido por Seiya.

Então, entramos no melhor arco da versão para TV: As Doze Casas.

Ao chegar ao Santuário, Atena é atingida por uma flecha que a matará em doze horas, e para impedir isso, Seiya e os outros precisam atravessar todas as casas, protegidas por cavaleiros de ouro, até chegar à sala do Grande Mestre, para que ele retire a flecha.

Porém, não posso deixar de mencionar a ingenuidade da Deusa da Sabedoria, que, em vez de chegar de surpresa, avisa que está indo ao Santuário — o que resultou na flechada (mas segue o roteiro).

Se antes os episódios demoravam a passar, principalmente os mais maçantes, aqui o tempo voa. Eu mal podia esperar pelo próximo episódio. Para não gastar muito tempo detalhando cada luta, falarei rapidamente sobre cada casa e suas batalhas, em ordem.

  • Casa de Áries: Não há luta, apenas Mu consertando as armaduras dos cavaleiros de bronze. Gostaria de destacar que o Cavaleiro de Áries é um dos meus favoritos desde criança, além de ter um dos character designs que mais gosto entre os doze cavaleiros de ouro.
  • Casa de Touro: Um dos cavaleiros mais sem graça que já vi, além de parecer fraco em comparação aos demais. Ainda assim, o brasileiro Aldebaran de Touro tem boa índole e personalidade, e a luta serve para iniciar o desenvolvimento do sétimo sentido de Seiya.

Em Cavaleiros do Zodíaco, os sentidos são de suma importância. Além dos cinco já conhecidos (visão, audição, olfato, paladar e tato) e do sexto (intuição), há o sétimo sentido — domínio dos Cavaleiros de Ouro, que representa a elevação máxima do cosmo, permitindo ao cavaleiro ultrapassar seus próprios limites. É através do despertar desse sentido que Seiya e os demais poderão enfrentar os guardiões das Doze Casas.

  • Casa de Gêmeos: Inicialmente vazia, os cavaleiros enfrentam ilusões. Destaco esse cavaleiro mais adiante, mas aqui ele ganha relevância com Shun e a percepção de Shiryu, que agora está cego.
  • Casa de Câncer: Protegida pelo cavaleiro mais cruel e sanguinário, o Máscara da Morte. Um ponto esperado e aguardado, pois Câncer e Shiryu já haviam se enfrentado anteriormente, mas a luta foi interrompida por Mu. Shiryu destaca-se ao trazer questões morais que confrontam o assassino, e há uma cena interessante envolvendo sua ira e sua relação com Shunrei.
  • Casa de Leão: Reencontro entre Seiya e Aiolia, que estava sendo controlado pela técnica Satã Imperial, do Mestre do Santuário. Seiya supera seus limites e evolui ainda mais. Mas, para mim, o grande destaque não foi a luta, e sim a morte de Cassios.
Em muitas outras obras, o personagem seria esquecido após o primeiro episódio — e tudo bem, pois não havia necessidade de mais tempo de tela para ele. Porém, nesta luta, Kurumada dá uma função narrativa ao personagem. Cassios, que foi criado e amava Shaina — que ama Seiya — vai até o Santuário para morrer diante de Aiolia, libertando-o do Satã Imperial e salvando Seiya, a quem sua musa ama. É um ótimo desenvolvimento para um personagem que não precisava disso, e esse é o motivo que torna a cena tão impactante.

  • Casa de Virgem: Shaka é, facilmente, o cavaleiro de ouro mais interessante. Considerado “O Homem Mais Próximo de Deus” e “A Reencarnação de Buda”, é um personagem extremamente poderoso, mas de visual sereno. Surpreende saber que, em minha memória de infância, ele era humilde, mas na verdade é o oposto. Possui um leque de técnicas intrigantes, como a dos seis mundos.
  • Casa de Libra: Está sem um protetor, pois seu guardião é o mentor de Shiryu, o Mestre Ancião. É lá que encontramos Hyoga, congelado e que foi transportado para lá pela técnica do Cavaleiro de Gêmeos.
E lembram quando citei que havia um filler que foi uma boa escolha? Na história original, Camus de Aquário é o mestre de Hyoga, mas no anime alteraram isso, e o Cavaleiro de Cristal (filler) passou a ser seu mentor. Esse elemento ajudou a fortalecer a relação entre Hyoga e Camus, que é de muito respeito, além de introduzir, antecipadamente, o Satã Imperial, que viria a ser usado em Aiolia.

Há também uma cena entre Shun e Hyoga que ficou popular, mas, sendo sincero, não é nada demais — e é curta.

Aproveito para dizer que, exceto os momentos em que grita o nome do irmão repetidamente, Shun é um bom personagem, com ideologias interessantes.

  • Casa de Escorpião: Protegida por Milo. Na luta, há um leve desenvolvimento de Hyoga e o respeito de Milo por Camus, que o leva a poupar a vida do Cisne até reconhecer sua força, quando decide dar o melhor de si por respeito — uma cena muito boa.
  • Casa de Sagitário: Reconheço sua importância, mas não tenho muito a declarar — exceto pelo episódio filler inserido nessa parte.
  • Casa de Capricórnio: Lar do detentor da lendária espada Excalibur, Shura, o cavaleiro mais leal a Atena. Curiosamente, foi ele quem feriu Aiolos mortalmente e tentou matar Saori quando criança, sem reconhecê-la como Atena. O confronto entre Shura e Shiryu termina de forma satisfatória, com o Dragão usando uma técnica proibida e Shura reconhecendo seu erro.

Encerro com uma dobradinha rápida sobre as casas de Aquário e Peixes.

  • Na primeira, pouco a acrescentar, pois Hyoga e Camus já haviam se enfrentado na casa de Libra. É ali que Hyoga eleva seu cosmo até o zero absoluto.
  • Quanto ao Cavaleiro de Peixes, que luta contra Shun, é um personagem sem graça, e sua luta é esquecível.

Após Seiya chegar à sala do Mestre do Santuário, descobrimos que ele é o Cavaleiro de Ouro de Gêmeos, Saga, que assassinou o mestre anterior e tomou seu lugar. Isso não foi surpresa alguma.

Talvez a intenção fosse um plot twist, mas o enredo entregou o segredo duas vezes:

  • Quando Atena diz aos cavaleiros de bronze que o Mestre do Santuário poderia ser um cavaleiro de ouro com lado bom e ruim, e que o único com essas características seria Gêmeos (ela entrega o plot do Saga);
  • Quando é mostrado que o Mestre estava controlando o “fantasma” na casa de Gêmeos.

Após descobrir que Saga não pode salvar Atena (apenas o escudo dela pode), há uma luta em que Saga bate e Seiya apanha — até que Ikki retorna com a ajuda de Shaka e Mu. Nesse ponto, o arco já era muito bom, mas tem uma leve queda com um desfecho sem brilho, quando Seiya — sem seus sentidos — salva Atena e enfrenta Saga, com o cosmo dos amigos, enquanto os demais cavaleiros assistem. No fim, Saga parte para cima de Atena ao recobrar a consciência, e se mata com o cajado da Deusa, pedindo desculpas pelas atrocidades. O arco termina sem um desfecho marcante e sem gancho para o próximo.

Depois disso, o anime dedica 26 episódios a uma saga filler, Asgard, que traz algumas introduções para a saga seguinte — a última dos 114 episódios, a Saga de Poseidon.

Quando descobri que a Saga de Poseidon tinha apenas 14 episódios (sendo os dois primeiros semi-fillers), me surpreendi. Mas, ao terminar, a duração faz sentido — seria insuportável se fosse mais longa.

Assim como o final das Doze Casas, o início poderia conectar melhor as sagas, o que não acontece. De todo modo, os primeiros episódios deixam a desejar. Há um hype por ser o primeiro deus antagonista apresentado — já citado anteriormente — mas somos apresentados a uma versão inferior da saga (canônica) anterior.

Mais uma vez, os cavaleiros de bronze precisam salvar Atena em um tempo limite, enfrentando cavaleiros com armaduras douradas. Porém, ao invés de 12, agora são 7.

O problema é que, desses sete, cinco são desinteressantes. As lutas são ruins e cheias de conveniências de roteiro, nem vale a pena detalhar muito, mas deixo aqui minha insatisfação com armaduras de bronze com brilho e “força” de ouro — um conceito ruim e sem sentido para mim.

Para minha alegria, no episódio 110 as coisas melhoram, quando descobrimos a identidade do principal general de Poseidon, o Dragão Marinho — que é Kanon, irmão gêmeo de Saga (não por acaso percebi ser o mesmo dublador, mas pensei ser coincidência).

Se fosse detalhar sua história, o post ficaria ainda maior, mas é interessante ver como tudo se conecta, sua participação direta no despertar de Poseidon e como ele e sua ambição — assim como Saga — tentaram controlar a situação.

Outro general Marina que merece destaque é Sorento, introduzido em Asgard — e sei disso pois é citado na Saga de Poseidon, embora não assistir Asgard não tenha prejudicado a compreensão. Além do visual bacana, possui técnicas interessantes e personalidade nobre.

E, apesar de não lembrar se assisti a Saga de Poseidon na infância, recordo seu ataque A Sinfonia Final da Morte, usado contra Shun.

Por fim, resta o confronto entre Seiya e Poseidon, com participação dos cavaleiros de bronze e de Shina. Sinceramente, esperava mais dessa luta. Não que tenha sido ruim, mas pareceu mais fácil do que deveria. É compreensível no começo, pois Poseidon ainda não havia despertado totalmente, mas, mesmo depois, Seiya e seus amigos o vencem com ataques combinados. Fica o destaque para o fanservice das armaduras de ouro usadas por Pégaso, Cisne e Dragão.

Após a batalha, com Saori novamente salva, o arco termina sem conexão com o próximocompreensível, já que este só chegaria 13 anos depois. Tem cara de final de anime mesmo.

E com isso, encerro meus comentários sobre os 114 episódios de Cavaleiros do Zodíaco, embora ainda haja outros pontos a destacar.

Além do enredo

Primeiramente, gostaria de falar sobre a animação de Cavaleiros do Zodíaco.


O design dos personagens foi criado por Shingo Araki, que já havia trabalhado em outras obras populares como Cutie Honey e Rosa de Versalhes. A arte de Cavaleiros do Zodíaco é bastante característica, sendo impossível não reconhecê-la.

Apesar da boa adaptação, gostaria de destacar também a arte do mangá. Mesmo sendo antigo, o estilo de Masami Kurumada continua me agradando bastante.

(Observação sobre a alteração das cores na adaptação para o anime)

Quanto à qualidade da animação em si, é satisfatória, embora imperfeita. Algumas inconsistências no design são perceptíveis, inclusive nos episódios finais.

Já a trilha sonora merece um destaque especial — desde as músicas de fundo até as aberturas e encerramentos.


Essas são apenas algumas das principais trilhas compostas por Seiji Yokoyama.

Quanto às aberturas, o destaque vai para “Pegasus Fantasy”, a primeira e mais icônica, mas também destaco a abertura da Saga de Poseidon — que, na minha opinião, é ainda melhor que a primeira.

(Que abertura incrível!)
  • Uma curiosidade sobre as aberturas: no Prime Video, a Saga de Poseidon apresenta a animação correta, mas toca “Pegasus Fantasy”. O mesmo acontece com o encerramento.

Como bônus, cito as versões exibidas na Manchete.


Cavaleiros do Zodíaco ainda vale a pena?

Sim — e muito. Mesmo com seus defeitos evidentes, como fillers desnecessários, arcos repetitivos e algumas conveniências de roteiro, Saint Seiya apresenta uma narrativa animadora para os fãs de shounen. Além disso, a obra é repleta de personagens marcantes e aborda temas como amizade, sacrifício e superação, mesmo quase 40 anos após sua estreia.

A força da trilha sonora, o traço icônico de Shingo Araki e a construção de momentos marcantes fazem do anime um verdadeiro clássico. Cavaleiros do Zodíaco pode não ser perfeito, mas é extremamente carismático. Seja pela nostalgia ou por interesse genuíno, a jornada dos cavaleiros de bronze ainda vale muito a pena.

Onde assistir?

Você pode encontrar os 114 episódios de Cavaleiros do Zodíaco na Crunchyroll e no Prime Video, ambos com dublagem em português (curiosamente, sem o áudio original — japonês).

E, após este post extenso, me despeço e aguardo vocês no próximo, sobre a Saga de Hades. Gostaria de falar dela aqui, mas o texto já está grande demais.

Até a próxima!


 

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