Um pouco sobre a obra
Cavaleiros do Zodíaco é originalmente uma série de mangá criada em 1985 por Masami Kurumada. No ano seguinte, em 1986, foi lançado um animê baseado na obra, com 114 episódios (excluindo a saga de Hades), produzido pelo estúdio Toei Animation.
Em 2019, a Netflix lançou um reboot da série. A primeira parte contou com 6 episódios e, em 2020, foi lançada a segunda, também com 6 capítulos, totalizando 12 até o momento.
Primeiro episódio (e sinopse, consequentemente)
No primeiro episódio da série, somos apresentados ao protagonista Seiya e à sua irmã, Seika, que vivem em um orfanato. O local é invadido por soldados que tentam sequestrar Seika, momento em que Seiya desperta seu cosmo sem entender exatamente o que está acontecendo. Em seguida, surge o Cavaleiro de Ouro de Leão, Aioria (ou Aiolia, dependendo da tradução), que derrota os invasores, mas leva Seika consigo.
Alguns anos depois, Seiya desperta novamente seu cosmo durante uma briga com uma gangue de rua. O momento é gravado e o vídeo rapidamente se espalha pela internet, chamando a atenção de Mitsumasa Kido, que acaba localizando e sequestrando o jovem.
Levado a um bunker, Seiya conhece Kido e sua neta, Saori. Lá, ele descobre a história da deusa Atena e a existência dos Cavaleiros do Zodíaco.
Seiya então é orientado a treinar para se tornar o Cavaleiro de Pégaso na Ilha Chamos. O que o motiva a aceitar essa missão é a informação de que sua irmã, Seika, teria sido vista pela última vez a caminho do Santuário — a misteriosa base de comando dos Cavaleiros de Atena.
Nesse meio-tempo, Kido também revela a identidade do chefe dos soldados que atacaram o orfanato: um homem chamado Vander Guraad. Ele explica a história entre os dois — embora, sinceramente, seja um trecho um tanto desinteressante.
O objetivo de Vander Guraad é usar a tecnologia para enfrentar os deuses. Já Kido deseja que Seiya se torne um Cavaleiro para proteger Saori, que é, na verdade, a reencarnação da deusa Atena.
Guraad invade o bunker onde Seiya, Kido e Saori estão escondidos. Durante o ataque, Kido é levado por Guraad, que afirma não matá-lo por consideração ao passado que compartilham. Seiya e Saori conseguem escapar com a ajuda de Tatsumi, o fiel mordomo da jovem — no entanto, durante a fuga, Seiya acaba se separando dos dois.
A obra é boa?
Saint Seiya: Os Cavaleiros do Zodíaco, como toda obra, tem seus pontos positivos e negativos. Entre os pontos negativos (na minha opinião), destaco:
1. Vander Guraad

O “vilão” (ou antagonista, na minha concepção) é um personagem muito chato, por quem eu simplesmente não consegui me importar durante a série. Sem falar que, pelo menos para mim, o visual dele é... bem desagradável. Além disso, o personagem vem acompanhado de um pacote de elementos toscos — helicópteros, soldados e armaduras supertecnológicas — que destoam completamente da proposta original de Saint Seiya.
2. Muito repetitivo
Estou ciente de que esse fator já está presente (e bastante) no animê clássico, mas continua sendo algo incômodo. No episódio 4, por exemplo, durante a luta contra o exército de Guraad, os protagonistas repetem diversas vezes os nomes de seus golpes em um curto espaço de tempo. Sério, eu já não aguentava mais ouvir “Meteoro de Pégaso”.
Ok... mas e os pontos positivos?
Com exceção desses dois pontos, Saint Seiya: Os Cavaleiros do Zodíaco foi bom na medida do possível. A série apresenta uma história até interessante, principalmente em sua segunda parte, lançada neste ano. E tudo indica que haverá uma continuação — o que é promissor, já que a trama parece evoluir e melhorar ao longo do tempo.
Animação
Minha primeira impressão ao assistir ao remake da Netflix foi de certo desconforto, mas logo me acostumei. O uso de CG é mediano — nada que incomode tanto. A animação tem um desempenho razoável quando comparada à de Ajin, e ruim se colocada lado a lado com a ótima animação 3D de Beastars.

(Abertura de Ajin)
