Akira (ou uma tentativa de review)

Olá, leitor, há quanto tempo! Eu estava reassistindo Akira quando pensei: “Por que não escrever um post sobre isso?” E cá estou. Não diria que é bem uma análise, pois sinto que não tenho tanta coisa a acrescentar sobre o filme.

Sinopse:

Uma grande explosão fez com que Tóquio fosse destruída em 1988. Em seu lugar foi construída Neo Tóquio, que, em 2019, sofre com atentados terroristas por toda a cidade. Kaneda e Tetsuo são amigos que integram uma gangue de motoqueiros. Eles disputam rachas violentos com uma gangue rival, os Palhaços, até que um dia Tetsuo encontra Takashi, uma estranha criança com poderes que fugiu do hospital onde era mantido como cobaia. Tetsuo é ferido no encontro e antes de receber a ajuda dos amigos é levado por integrantes do exército, liderados pelo coronel Shikishima. A partir de então Tetsuo passa a desenvolver poderes inimagináveis, o que faz com que seja comparado ao lendário Akira, responsável pela explosão de 1988. Paralelamente, Kaneda se interessa por Kei, uma garota envolvida com espiões que tenta decifrar o enigma por trás das cobaias controladas pelo exército.

Admito que, na primeira vez que assisti Akira, no ano passado, saí com uma sensação de “esperava mais” e “é superestimado”... mas nenhuma dessas impressões se repetiu desta vez.

Akira é um filme muito completo e detalhado, que trabalha cada elemento com muito cuidado. Aborda questões políticas e traz (bastante) violência — de forma proposital. No meio disso tudo, chega a ser irônico que algumas das minhas cenas favoritas sejam justamente as de comédia, como as que vocês conferem abaixo:


A questão é: eu fui assistir ao filme com expectativas baixas e achava que traria uma """crítica""" negativa, mas é praticamente impossível criticar certos elementos de Akira. A parte técnica do longa é simplesmente perfeita. A animação é IMPECÁVEL, mesmo tendo sido feita em 1988. Além disso, temos a maravilhosa trilha sonora e uma história bem amarrada (ainda que, às vezes, fiquem algumas dúvidas).

A raiva de Tetsuo por Kaneda sempre esteve lá.

Desde o início do filme, pequenos gestos já deixam isso claro. Como quando Kaneda zomba de Tetsuo dizendo:

“Essa moto foi feita para mim. É demais para um garoto como você.”

Esse sentimento de raiva/desprezo de Tetsuo por Kaneda aparece em diversos momentos do filme — e é um elemento extremamente interessante.

Mas, apesar disso, eles continuam sendo amigos (?). Existem cenas em que, mesmo estando em lados opostos, trocam diálogos como este:


Ainda sobre Tetsuo: e a violência desnecessária?

Há uma cena no filme — uma das poucas de que não gostei — em que Tetsuo passa dos limites ao espancar um dos membros da gangue dos Palhaços. Tetsuo queria matá-lo. É uma cena um tanto incômoda, ainda que não comprometa o todo. Acredito que seja proposital, pois o próprio Kaneda tenta fazê-lo parar.

Pra finalizar, apenas mais duas coisas não me agradaram em Akira:

  1. Em alguns momentos, o filme me pareceu lento e/ou “maçante”. Tanto que levei um dia inteiro para conseguir terminá-lo.
  2. A “transformação” final de Tetsuo é visualmente desagradável (mas, novamente, nada que prejudique o filme).

Concluindo: Akira é um filme incrível — um verdadeiro clássico.O longa aborda diversas questões políticas (que optei por não comentar aqui, por não me sentir preparado para isso), possui uma qualidade técnica impecável mesmo nos dias de hoje, entrega uma boa dose de violência (para quem curte) e, por fim, ótimos momentos de comédia e descontração.

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