Devilman Crybaby | "Análise"

Informações

Gênero: Ação, Drama, Superpoderes

Estúdio: Science SARU

Diretor: Masaaki Yuasa (Ping Pong The Animation)

Original: Mangá

Sinopse:

Com o mundo em caos após o despertar dos demônios, um emotivo garotodemônio e seu amigo misterioso embarcam em uma violenta batalha contra o mal.

Comentários Gerais:

Nos brindando com excentricidade, Devilman retrata de maneira impecável a humanidade e como ela pode ser podre — mas não de forma superficial (como em muitas obras), e sim em seus pensamentos mais profundos e obscuros.

O anime, com seus 10 episódios, apresenta uma história muito bem amarrada, com ótimo ritmo, perfeito equilíbrio entre momentos sérios e divertidos, lutas sem exageros (o que, pra mim, é um fator muito relevante) e, o principal: o excelente uso da violência e de cenas adultas. Não me entendam mal — não sou amante da violência, tampouco de ecchi (o que não é o caso aqui). Devilman, diferente de muitas outras obras, utiliza esses elementos de forma inteligente, dando propósito a cada um deles, o que faz com que nenhuma cena de violência ou “sexo” ali presente pareça um mero “fanservice tosco” (não sou fã de fanservice -_-).

Personagens:


Eu gostaria de destacar os dois personagens mais relevantes da obra: Akira e Ryo. Estes dois foram construídos de forma tão inteligente e bem trabalhada que chegam a me deixar em êxtase.

De um lado, temos Akira — um ser muito empático, que busca ajudar o próximo, é bastante emotivo e não discrimina humanos ou demônios. Já, por outro lado, temos seu melhor amigo, Ryo. Ele é um tanto egoísta e frio, visando apenas seus próprios planos, sem se importar em passar por cima dos outros para isso.

A relação desses dois é extremamente interessante para a obra, pois, em vários momentos, mesmo sendo melhores amigos e tendo “os mesmos objetivos”, surgem divergências entre seus pensamentos, devido ao claro contraste entre suas ações. Esse fator enriquece a obra como poucas conseguem, e isso é um enorme acerto.

Pra finalizar este tópico: ao meu ver, entre os dois personagens, aquele que mais se assemelha aos seres humanos é Ryo Asuka.

Produção

– Animação:

Um dos pontos mais fortes da obra é sua animação, muito bem escolhida pelo diretor Masaaki Yuasa. À primeira vista, pode parecer estranha ou “mal feita”, porém tudo foi proposital — e um enorme acerto —, pois ajuda a reforçar o ar único e excêntrico que a obra transmite durante toda a sua execução.

– Roteiro:

Impecável, sem furos, e uma ótima releitura da obra original. Diria até que a supera.

– Trilha sonora:

As OSTs, quase todas produzidas com sintetizadores, são muito marcantes. Elas se destacam e oferecem aquela exclusividade que Devilman precisa — algo que a diferencia de outras obras e nos faz querer ouvi-las novamente mesmo após o término do anime.

Conclusão

Devilman Crybaby foi um acerto em cheio, sendo considerado por muitos veículos otakus de renome como o melhor anime de 2018 (e não é exagero). A obra reúne uma grande variedade de elementos impecáveis: bons personagens, reflexões sobre o bem e o mal, uma trilha sonora marcante — e tudo isso em apenas 10 episódios, com um final fechado.

Nota final: 10/10

É isso! O post de hoje vai ficando por aqui. Agradeço a todos pela paciência e gostaria de indicar o vídeo que fiz lá pro canal analisando — você confere logo abaixo:

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