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Mostrando postagens de março, 2023

O Homem Sem Talento é uma reflexão em forma de mangá

Olá, leitor! Em fevereiro de 2020, escrevi um post listando alguns mangás licenciados no Brasil que tinha vontade de ler , e dentre eles estava O Homem Sem Talento , de Yoshiharu Tsuge. Agora, dois anos depois, finalmente estou aqui para falar sobre a obra. Mas antes, a sinopse: Originalmente publicado em 1985 no Japão, O Homem Sem Talento é um trabalho icônico do gênero mangá watakushi (“quadrinhos do eu”), nome dado aos quadrinhos autobiográficos japoneses, cujo pioneiro é justamente o próprio Yoshiharu Tsuge. O protagonista, alter ego do autor, é um mangaká que se recusa a comprometer seu trabalho e ceder às pressões da indústria editorial. Diante das vicissitudes da existência, ele parece determinado a transformar sua vida numa estranha ode ao fracasso, vendendo pedras retiradas de um rio próximo à sua casa — pedras que ninguém parece interessado em comprar. O mangá, com suas 240 páginas, é dividido em 6 capítulos. O começo é lento, mas isso não significa que seja ruim. Pa...

Junji Ito: Maniac é uma experiência melhor que o Collection

Em 2018 foi lançado no Japão o anime para TV Junji Ito: Collection , distribuído oficialmente pela Crunchyroll aqui no Brasil. Agora, cinco anos depois, foi lançado o ONA ( Original Net Animation , ou seja, obras lançadas diretamente na internet) Junji Ito: Maniac  (ou, em português, Junji Ito: Histórias Macabras do Japão ), distribuído oficialmente pela Netflix. Neste ano, a adaptação das obras de Junji Ito permanece com o Studio Deen, assim como em 2018, e mais uma vez a obra não alcança a casa dos 7 de nota no MyAnimeList. Subiu, sim, mas não muito: de 6,45 para 6,62. É pouco, eu sei, mas essa diferença já se reflete em cena; houve um avanço em comparação ao anime anterior . A série de anime adaptará 20 histórias de vários mangás de Itou pela primeira vez, incluindo Tomie, Souichi e Kubitsuri Kikyuu. Diferente da obra anterior, que teve um começo fraco com o personagem Soichi – que, para mim, é uma das criações mais fracas de Junji Ito –, em Histórias Macabras do Jap...